O vinho é vida básica e simples. Bem agrícola é natural e brinde da Mãe Terra.
Antes de mais nada, alimenta. Com riqueza e nutrição. É saúde.
Depois é prazer puro e intenso. Individual. Autárquico.
Induz a sociabilização. Não se consegue beber vinho sozinho ao contrário do destilado.
E – regra máxima de composição – força a troca de experiências com o prazer provocado.
É geografia pura. Com a proveniência exibida escancara a personalidade do seu autor e sua poesia. É revelador e faz com que se reconheça e se autentique a origem e suas consequências.
É sustentável.
Cultura simples e autêntica, benevolente, estabelece o diálogo entre a cultura e o saber de quem faz com a cultura e o saber de quem consome. Com esta relação íntima força a eclosão da verdade de cada um. Verdade esta que comparece em diálogo nunca em confronto.
Sim: gosto não se discute. Mas como dizia meu amigo Sérgio de Paula Santos, educa-se.
Viver sempre. Intensamente. Com gratidão pelo dom que se nos foi oferecido. Mas… sem vinho??
Sylvio do Amaral Rocha Filho
